Ex-Vale, Fabio Brasileiro fala sobre evolução do segmento no Transcares e garante: mercado está exigindo esforço integrado

Publicado em
17 de Maio de 2018
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Quem pensa que inovação tem pouco ou nada a ver com o segmento de transporte de cargas e logística precisa rever, com urgência, seus conceitos. A cooperação, que se transformou na palavra de ordem no mercado inovador, é tendência também no TRC e quem chamou a atenção para isso foi Fabio Brasileiro, o palestrante do Almoço Executivo do Transcares deste mês. O tradicional encontro dos transportadores foi realizado nesta quarta-feira, 16 de maio, no Salão de Eventos, e o ex-executivo da Vale, que assumiu recentemente a diretoria de Educação e Políticas Públicas do Espírito Santo em Ação, falou sobre a evolução do mercado de transporte nos últimos anos.

 

 
Filho de ferroviário, Brasileiro iniciou sua carreira na Vale como estagiário. Desligou-se da empresa há três meses, como Diretor de Operações Logísticas, 32 anos depois de entrar na multinacional. E aproveitou a experiência adquirida nessas mais de três décadas para chamar a atenção dos empresários associados ao Transcares a respeito de um movimento que começa a se desenhar no TRC.
 
Segundo ele, lá atrás, mais precisamente entre o pós-guerra e o início da década de 1970, a competitividade de uma empresa estava diretamente ligada aos grandes volumes que ela transportava. “Naquela época, larga escala era um mantra para as grandes companhias. Sem ela, não havia como competir no mercado”, destacou.
 
 
A chegada dos anos 70 mudou o cenário e fez as empresas esbarrarem nos custos. A partir de então, foi ele quem passou a definir a competitividade e a eficiência de uma empresa. Essa “matemática” do aumenta a velocidade e reduz o custo caracterizou o mercado até bem recentemente, conforme explicou o diretor do movimento empresarial. Hoje em dia, contudo, o transporte de cargas está sendo regido por novos paradigmas: eficiência, estabilidade e segurança.
 
“A tendência atual é a busca por soluções que tragam mais competitividade para toda a cadeia logística, e isso só acontece se trabalharmos de maneira integrada, entendendo a parcela de contribuição de cada ente desta cadeia – do dono da carga ao usuário final. A mesma cooperação tão propagada na inovação está valendo aqui também, no setor de transporte de cargas”, garantiu ele.
 
Logística reversa e infraestrutura
 
Definida por Fabio Brasileiro como um fenômeno de mercado, a logística reversa – área com foco no retorno de materiais já utilizados para o processo produtivo, visando o reaproveitamento ou descarte apropriado de materiais e a preservação ambiental – também foi citada por ele na palestra como uma oportunidade de negócio para futuro. E ele ainda falou um pouco sobre a infraestrutura rodoviária capixaba e movimentação de contêineres. 
 
 
“A competitividade do Espírito Santo passa obrigatoriamente por uma malha rodoviária eficiente, que proporcione segurança e confiabilidade”.
 
E sobre a movimentação de contêineres, que vive refém da estrutura precária do Porto de Capuaba, em Vila Velha, ele lembrou que o Espírito Santo em Ação está com um projeto, tentando organizar as plataformas logísticas do Estado, e comentou que os terminais de Aracruz, Região Norte do Espírito Santo, teriam condições de serem customizados para receber essa movimentação, sem necessidade de grandes investimentos.
 
No final do evento, Brasileiro recebeu das mãos do presidente do Transcares, Liemar Pretti, o Prato da Boa Lembrança, que é entregue aos convidados especiais do Almoço Executivo.
 
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