Método NASA de roteirização de entregas

Publicado em
28 de Agosto de 2017
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Introdução
 
1. Você já ouviu falar no “Método NASA de roteirização de entregas?”
 
Não....? Hummmmm...
 
Bom, então vamos começar do começo.....como todos sabem, a NASA é a Agência Espacial dos Estados Unidos, e é referência em pesquisa e desenvolvimento tecnológico por ser responsável pelas maiores inovações mundo afora em vários setores. Fazendo uma simples pesquisa na internet, você verá que esta linha de desenvolvimento vai de palmilhas para calçados a satélites de última geração e alta precisão munidos com potentes lentes de longo alcance e alta definição, as quais tem uma capacidade incomum de registros fotográficos, e não sei se todos sabem, mas é através destes mesmos satélites que tem sido possível a Google disponibilizar o produto Google Earth, onde através deste recurso podemos buscar imagens detalhadas de praticamente todo lugar que existe no planeta terra.
 
Falando de roteirização, atualmente todos os roteirizadores do Brasil tem como matéria prima os mapas de geolocalização da Google, fornecidos por parceiros locais que por sua vez agregam alguns recursos regionais específicos, mas que essencialmente conservam a mesma tecnologia, e apesar da Google não ser a única fornecedora deste serviço, aqui no Brasil ela praticamente tem o monopólio deste tipo de solução, diferente nos USA, onde a Apple vem se destacando com o "Apple Maps".
 
Voltando ao ponto central, além de nos depararmos com a falta de opções quanto à matéria prima com recursos tecnológicos mais avançados e diferenciados, as opções de sistemas de roteirização atualmente existentes no mercado limitam-se a fornecer somente o "planejamento", que é parte do processo da roteirização, que consiste em planejar, executar e tratar; isso somado às ações dos órgãos fiscalizadores como a exemplo da C.E.T. - Companhia de Engenharia e Tráfego, que por sua vez a cada dia impõem mais restrições de circulação de horário, tipo de veículos e redução de velocidade das rodovias, além do agravante dos roteiros muitas vezes serem alterados por influências externas não previstas anteriormente na fase de planejamento, como por exemplo:
 
• Eventos naturais fortuitos;
• Acidentes em geral;
• Atraso por problemas ocorridos no ato da entrega ou na execução do serviços;
• Paralisações locais;
• Trânsito incompatível e inesperado na fase de planejamento.
 
 
Tudo isto torna a atividade de distribuição cada dia mais desafiadora devido às diversas variáveis presentes neste processo.
 
2 Relação Custo x Benefício
 
Outro ponto relevante é que sistemas de roteirização não costumam oferecer preços atrativos, pois a abordagem do time de vendas desta tecnologia é que independente do preço que se cobra, uma vez tendo a adequada implementação, o próprio roteirizador se paga, o que de fato é uma verdade, ou seja, um sistema de roteirização, mesmo atuando somente no planejamento, se bem parametrizado e implementado, pode gerar boas economias em sua operação, que pode chegar até a 30%, além de possibilidade de ganhos na redução do tempo da distribuição, otimização da frota, e aumento da capacidade de atendimento diário.
 
Ocorre que o quanto você irá economizar, ou não, e quais benefícios você terá, vai depender de três fatores determinantes, que são:
 
• Pré-implementação (diagnóstico do cenário atual) - para avaliar seu atual nível de ineficiência operacional (quanto mais ineficiente for, maior poderá ser os benefícios);
• Implementação (execução) - quanto mais parametrizado for o sistema, maior será a taxa de retorno;
• Pós-implementação (manutenção continuada) - a ser acompanhado por um especialista que conhece todos os detalhes de sua operação. 
 
Este processo tem que ser continuo e devidamente executado; desta forma, é preciso existir treinamento e um back office e/ou usuário chave para apoiar sempre que houver dúvidas.
 
Como podemos perceber, o processo supracitado por si só é complexo, ainda mais devido ao fato de os atuais software de mercado serem dependentes de forma exclusiva do capital humano da companhia que detém o know how das operações para as devidas parametrizações e follow-up, e isso se arrasta por toda vida e portanto, o sucesso da perenidade dos ganhos continuados da roteirização está nas mãos sempre do especialista que detém o conhecimento; , e  caso você perca esta peça chave, os resultados passam a ser menos atrativos e o projeto por si só poderá se perder ao longo do tempo tendo que recomeçar. Acredite: isso é muito comum.
 
Outro fato relevante, é que o investimento de implementação geralmente é alto, desta forma, caso o projeto não seja implementado a contento e conforme recomendado pelo fabricante do software, o tiro poderá sair pela culatra e criar um elefante branco dentro de sua empresa, ou até mesmo gerar uma insatisfação devido ao fato de os resultados atingidos não serem o esperado.
Diante deste cenário, atuar somente no planejamento dos roteiros através de sistemas de roteirização os quais cada um contempla um conjunto de recursos que podem ser compostos de:
 
• Criação de múltiplas rotas por veículo;
• Roteiros com pernoites;
• Tempo de parada pré estabelecido;
• Coleta e entrega;
• Distância e tempo;
• Informes gráficos;
• Parâmetros de restrições;
• Carga horária do motorista;
• Controle de horário de almoço;
• Custo total da rota;
• Ajustes de prioridade de carregamento;
• Definir critérios diferentes entre veículos frota própria e agregada;
• Consolidação de paradas no mesmo ponto.
 
Recursos estes que deixaram de ser diferenciais, e passam a serem obrigatórios; porém infelizmente vai ser difícil você encontrar todos os estes recursos em um único produto.
 
3 Avanços tecnológicos esperados
 
Neste caso, além do fato de não existir um produto totalmente completo, atualmente no mercado também não existe roteirizadores que atuem com foco na execução e no tratamento das ocorrências em trânsito, fazendo com que os atuais sistemas se tornem ineficazes e, portanto aquém das expectativas, gerando uma tendência de desenvolvimento de nova geração dos sistemas de roteirização com algoritmos mais robustos e além do planejamento, que atuem também com foco na execução, no tratamento das ocorrências, e que sejam menos reféns do capital humano,  com a aplicação das melhores práticas em pesquisa e desenvolvimento, usabilidade e experiência com o usuário, formando tecnologia própria, cujo objetivo é minimizar os impactos negativos gerados nos roteiros pelas influências externas após a fase de planejamento.
 
 
Esta tendência, sobretudo é puxada pela constante disputa acirrada entre as empresas pela maior fatia do mercado (market share), onde chegar dentro do horário combinado e disponibilizar o produto certo na quantidade certa, faz com que a Logística seja cada vez mais o diferencial competitivo para muitas empresas.
 
Portanto, se você nunca ouviu falar no "Método NASA de roteirização de entregas" não se preocupe, pois esta é uma analogia para a nova geração de roteirizadores, que prevê todo o conjunto de soluções encontrado nos diversos softwares de roteirização de mercado, além de suprir as necessidades do tripé da gestão de roteiros que é o planejamento, a execução e o tratamento, sobretudo por ser menos dependente do capital humano e que detém recursos avançados de:
 
• Planejamento modular
• Roteiros com base em benchmarking colaborativo secreto;
• Checagem continuada de trânsito em tempo real com ajuste dos trajetos;
• Tratamento das informações como parâmetro para os próximos planejamentos dos roteiros (mudança do sentido de vias, aproveitamento das faixas reversíveis, vias sinistradas, estatísticas de horário de picos de trânsitos por região, período e etc...);
• Inclusão remota de novos serviços no curso no roteiro;
• Otimização por reutilização do veículo;
• Dashboard que indique a performance em tempo real da evolução dos roteiros entre o previsto e o realizado.
 
Para que isso seja possível, as fábricas de software e empresas de tecnologia precisam investir e se tornar referência em pesquisa e desenvolvimento tecnológico voltado a engenharia de trafego, e aplicar as maiores inovações do mundo para este tipo de solução ao ponto de proporcionar ao mercado um produto de última geração e alta precisão, munido com potente algoritmo que tenha uma capacidade incomum de gestão de roteiros, de tal forma que seja possível definir a meta de custo para o sistema de roteirização e ele se encarregue em criar o melhor planejamento, além de instruir o usuário em todas as fases do que é preciso ser feito para atingir o objetivo final ao ponto de gerar uma mudança cultural, onde a remuneração para empresa de tecnologia passe a ser realizada através da meritocracia, ou seja, só recebe se reduzir de fato.
 
Considerações Finais
 
Você não sabe ainda, mais tenho certeza que o mercado em breve estará ávido para o lançamento da nova geração de roteirizadores com o 
 
"Método NASA de roteirização de entregas", e você seguramente será um entusiasta e crítico desta solução.
 
Portanto, quando alguém lhe perguntar se você já ouviu falar no "Método NASA de roteirização de entregas", responda.
Sim! E não vejo a hora da primeira versão ser laçada ao mercado.
 
Concluo com a seguinte questão...
 
Quem será a primeira empresa de tecnologia capaz de aceitar o desafio, será que chegamos lá, ou de fato precisaremos recorrer a NASA?
 
Façam suas apostas....
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