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O que você precisa saber para começar no negócio de transporte de cargas

Noções gerais básicas. Fonte: Sebrae


Apresentação do Negócio

O transporte de carga se configura como um serviço fundamental que contribui para todos os demais setores da economia. Sem transportes, produtos não chegariam às mãos dos consumidores, indústrias não produziriam e fornecedores não entregariam.

O serviço de transporte de pequenas cargas e fretes é aquele realizado por meio de veículos de pequeno porte, como motos, utilitários e pequenos caminhões. Geralmente operando com transporte de cargas fracionadas, esse tipo de serviço pode ser utilizado para o transporte de mercadorias dos mais diversos tipos, sejam elas perecíveis ou de grande valor agregado.

Normalmente, sobretudo no início das atividades do novo negócio, é comum o frete e transporte ocorrer dentro do perímetro urbano das cidades. Neste contexto, para cargas urbanas, o principal diferencial passa a ser a rapidez da entrega e a segurança do transporte, garantindo assim a integridade dos bens transportados.

De fato, as transportadoras que movimentam cargas fracionadas, ou seja, mercadorias divididas em pequenas cargas, se diferenciam das demais empresas do setor pelo baixo volume transportado, distâncias percorridas variadas e rapidez na entrega.

Desta forma, mais do que uma simples oportunidade de negócio, o frete e transporte de pequenas cargas é um serviço estratégico que contribui para integralizar os demais setores, influenciando diretamente a segurança e a qualidade de vida, além de contribuir substancialmente para o desenvolvimento econômico do país.

Mercado

De acordo com dados de 2010 do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC) da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), existem no país perto de 161 mil empresas, entre carga própria (cerca de 80% delas) e empresas de transporte (cerca de 20%), além de mais de 823 mil transportadores autônomos, totalizando 1,9 milhão de veículos. Confira aqui dados atuais, direto do site da ANTT.

A oferta de serviços com pouca diferenciação e distribuída por um grande número de empresas de micro e pequeno porte, resulta em um mercado desconcentrado, fato que favorece a entrada de novas empresas no setor. De fato, esse mercado se caracteriza por apresentar poucas barreiras à entrada de novas empresas, exigindo basicamente do prestador do serviço um veículo adequado para realizar o transporte da carga, os registros necessários e carteira de habilitação específica para o tipo de veículo e carga transportada.

O mercado consumidor de uma empresa que faz o transporte de pequenas cargas e fretes é diversificado. Os principais clientes desse setor são pessoas físicas e jurídicas que desejam fazer mudanças residenciais ou transportes comerciais. Também se configuram como clientes, empresas do setor varejista, distribuidores, indústrias de autopeças, confecção, pneus, farmacêuticas, cosméticos, materiais de construção, entre outras que não possuem veículos próprios para essa tarefa e/ou necessitam fazer entregas localizadas e com mais rapidez.

Geralmente, as transportadoras que movimentam cargas fracionadas apresentam um aumento de movimentação significativo no período de outubro a novembro, em função das festas de final de ano. Também é importante ressaltar que a concorrência nesse setor é acirrada, fato que permite às empresas definirem seus preços, baseadas em aspectos de segurança e agilidade, facilitando assim o processo de negociação entre cliente e empresa.

Contudo, o transporte de carga, segundo o IBGE, tem crescido consistentemente nos últimos anos, tanto em volume de cargas quanto em faturamento das empresas. Esse bom desempenho se explica pela recente expansão da safra agrícola, o aumento da produção industrial e investimentos na construção civil, além do crescimento do mercado varejista.

Localização

A definição da localização ideal para a instalação de uma empresa do segmento de fretes e transporte de pequenas cargas é fundamental para o seu sucesso, muito em função dos impactos que uma decisão mal acertada pode exercer sobre os custos logísticos, ou seja, os custos relacionados ao transporte de produtos. Antes de realizar essa escolha, as empresas devem identificar seus clientes potenciais, as principais rotas a serem percorridas, o número de entregas a serem realizadas para, a partir de então, definir o local mais adequado para a sua sede.

É recomendável que a empresa se instale próximo dos pontos de demanda ou se posicione estrategicamente em relação à zona de mercado onde o serviço será oferecido. Sugere-se também que o local escolhido esteja em regiões onde a indústria e o comércio varejista são atuantes, ou então, no entorno de grandes áreas residenciais com perspectivas de crescimento e surgimento de novas construções.

Em alguns casos, dependendo da atratividade do mercado, se torna necessária a existência de mais de uma sede, para evitar que o tempo e os custos relacionados com a prestação do serviço não se tornem fatores limitadores para o sucesso do negócio.

Além disto, o local escolhido deve fornecer toda a infra-estrutura necessária para atender às necessidades de operação que uma transportadora exige, como facilidade de acesso para os veículos, existência de transporte coletivo para que funcionários possam se deslocar, estacionamento, e ainda possibilitar futuras expansões do negócio.

É importante verificar também se o imóvel pretendido se encontra em situação legal junto à prefeitura ou órgãos que possam interferir no andamento normal de suas atividades. Deve-se conferir a planta do imóvel aprovada previamente pela prefeitura e observar se não houve nenhuma obra posterior à regularização do imóvel. Deve ser observado, ainda, se o imóvel possui habite-se e está em dia com o pagamento de IPTU; se as atividades a serem desenvolvidas no local respeitam o plano diretor e a lei de zoneamento do município; e verificar o que determina a legislação local à cerca do licenciamento de placas de identificação.

Exigências legais específicas

O instrumento legal que institui o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga - RNTRC é a Lei 11.442 e a Resolução Nº 3.336, de 08 de dezembro de 2009, da ANTT, que determina que o exercício da atividade de transporte rodoviário de carga, por conta de terceiros e mediante remuneração, depende de prévio registro do transportador no RNTRC, administrado pela ANTT. Vale ressaltar que o exercício da atividade de transporte de carga própria independe de registro no RNTRC. O Transporte de Carga Própria é identificado quando a Nota Fiscal dos produtos tem como emitente ou destinatário a empresa, entidade ou indivíduo proprietário ou arrendatário do veículo.

No caso de pessoa jurídica, ou seja, empresa ou cooperativa de transporte de carga, a documentação necessária para realizar o registro é a seguinte:

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

- Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral: Cartão CNPJ ativo constando o Transporte Rodoviário de Cargas como sua atividade principal;

- Contrato Social da Matriz da Empresa ou Estatuto da Cooperativa;

- Comprovante de pagamento da Contribuição Sindical Patronal;

- CPF do Responsável Legal (formalmente constituído);

- Identidade e CPF do Responsável Técnico;

- Comprovação de 3 anos de experiência do responsável técnico ou comprovante da aprovação em curso específico, conforme a resolução ANTT nº 3056/2009 e suas alterações*;

- CPF dos Sócios da empresa ou dos cooperados;

- CPF do Diretor (caso houver);

- CRLV comprovando a propriedade ou arrendamento de no mínimo um veículo de carga da categoria “aluguel”, com capacidade de carga útil igual ou superior a 500 quilos, registrado em seu nome no órgão de trânsito;

- Relação das Filiais com seus respectivos CNPJ (caso houver).

*OBS: A Comprovação dos 3 anos de experiência do responsável técnico na atividade poderá ser efetuada mediante apresentação de pelo menos um dos seguintes documentos: Contrato Social da Empresa ou Estatuto da Cooperativa, Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS; Certificado de Registro no RNTRC na categoria TAC.

Para mais informações, clique aqui>>>

No caso de profissionais autônomos, a documentação necessária para realizar o registro é:

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

- Documento de Identidade;

- Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral - CPF ativo;

- Comprovante de pagamento da Contribuição Sindical Anual;

- Comprovação de 3 anos de experiência na atividade ou comprovante da aprovação em curso específico, conforme a resolução ANTT nº 3056/2009 e alterações*;

- Comprovante de residência;

- CRLV comprovando a propriedade, co-propriedade ou arrendamento de no mínimo um veículo de carga da categoria “aluguel”, com capacidade de carga útil igual ou superior a 500 quilos, registrado em seu nome no órgão de trânsito.

*OBS: A Comprovação dos 3 anos de experiência na atividade poderá ser efetuada mediante apresentação de pelo menos um dos seguintes documentos: Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS; Comprovação de Contribuinte individual junto ao INSS na qualidade de motorista profissional; Certificado de registro como TAC no RNTRC.

Para mais informações, clique aqui>>>

A solicitação de registro é feita junto a Sede da ANTT, em Brasília, regionais da agência e na maioria dos sindicatos de empresas e autônomos. Para lista de locais credenciados para registro do transportador, clique aqui>>>.

É importante ressaltar que ainda não existem normas para o transporte de cargas em motos, pois este tipo de transporte de cargas ainda não tem uma legislação específica.

Estrutura

Ao procurar o imóvel para instalar o empreendimento, é necessário considerar alguns aspectos que podem ser úteis para a operacionalização das atividades da transportadora de pequenas cargas. A transportadora necessita de um escritório dotado de infra-estrutura para a venda de seus serviços, equipados com telefone, fax e móveis adequados.

Deve possuir ainda local amplo e garagens adequadas para estacionar os veículos utilizados nos serviços de transporte com segurança, e ainda possuir espaço para lavação e realização de manutenção preventiva e corretiva, quando esses serviços não forem terceirizados.

O local onde os veículos circulam deve ser planejado para que as pessoas e veículos possam transitar sem acidentes e livres de obstáculos.

Também é importante que o empresário forneça boas condições de trabalho aos seus colaboradores, fato este que se reflete positivamente na satisfação e produtividade.

No início das atividades, sugere-se que o empreendedor faça uso de uma estrutura alugada, no intuito de reduzir os investimentos iniciais na operacionalização do novo negócio.

Pessoal

O transporte de pequenas cargas é realizado, geralmente, por profissionais com baixo nível de escolaridade, não exigindo a contratação de pessoas com alto nível de especialização. No entanto, o empresário deve se atentar ao fato que a qualidade de atendimento e forma de trato com clientes são diferenciais importantes em qualquer tipo de negócio, sobretudo naqueles que há um contato direto com o cliente final.

Assim, é importante que o empreendedor invista na qualificação de seus funcionários, com a finalidade de criar uma consciência voltada para a segurança e prevenção de acidentes no trânsito, cumprimento de horários, cuidados com os veículos e atendimento ao cliente.

É fundamental que o profissional responsável pela direção do veículo tenha carteira de habilitação adequada para o tipo de veículo e carga transportada. Informações mais detalhadas podem ser obtidas junto ao DETRAN de seu Estado. Também é recomendável algum conhecimento do mercado de atuação no que se refere à localização dos clientes e logradouros.

Nesse segmento, a necessidade de contratação de mão-de-obra cresce de acordo com o aumento da procura. Por isso, o empreendedor deve estar preparado para atender aos picos de demanda, pois em determinadas épocas do ano ou em determinadas horas do dia a demanda aumenta consideravelmente. Nestes casos, sugere-se que o empresário mantenha um cadastro de profissionais autônomos que possam ser contratados nestes períodos.

Equipamentos

Os principais equipamentos utilizados pelas empresas de pequenas cargas e fretes são os veículos usados na realização do serviço de transporte. Os tipos de veículos mais recomendados para esse tipo de trabalho são: furgões e utilitários, que podem transportar cargas de até 1000 quilos; caminhonetes e caminhões pequenos, que transportam de 1000 a 4000 quilos; carros e motos 125 cc.

Para que as empresas de pequenas cargas e frete possam se manter competitivas e garantir agilidade no desempenho de suas tarefas de gestão e logística, torna-se importante também a adoção de algumas tecnologias de apoio. Dentre elas, pode-se citar:

• GPS: Sistema de navegação que pode ser utilizado pelas empresas para racionalizar o processo de logística e oferecer segurança aos profissionais do transporte e suas cargas;

• Sistemas de gerenciamento e manutenção de frota: Sistema que permite gerenciar a frota da empresa, facilitando o fluxo de informações e o diagnóstico de irregularidades;

• Sistema de redes em malha: São redes sem fio que podem ser utilizadas pelas empresas de transporte e pequenas cargas para facilitar a comunicação entre os profissionais e localizar as cargas;

• Pequenos guindastes e sistemas de elevação de mercadorias para carregamento dos veículos.

Matéria Prima / Mercadoria

Uma vez que o transporte de cargas pode ser bastante diversificado, o tipo de produto e mercadoria transportada depende do perfil de clientes a ser atendido e da disponibilidade de veículos apropriados.

Por exemplo, se a empresa optar por se especializar no transporte de produtos perecíveis, terá que disponibilizar veículos com acomodação e refrigeração adequada. Além disto, é importante ressaltar que a demanda pelo transporte de determinados tipos de carga pode ser sazonal, ou seja, varia de acordo com a época do ano. Geralmente, as cargas mais comuns no período de final de ano são eletrônicos, linha branca, vestuário, medicamentos, produtos de limpeza, cosméticos e itens de perfumaria.

Já a principal matéria-prima para este negócio está relacionada com a habilidade das pessoas em dirigir motos ou veículos de carga, como, por exemplo, pequenos caminhões, e também com capacidade das pessoas de carregar mercadorias e artigos muitas vezes de peso elevado.

O principal obstáculo encontrado pelas empresas que realizam transportes de pequenas cargas e fretes é que os clientes estão sempre buscando altos níveis de serviço. Além disso, a importância atribuída a cada dimensão do serviço prestado muda conforme o tipo de cliente, pois cada um possui necessidades específicas. Por isso, para que os empreendedores possam garantir a competitividade do seu negócio, precisam segmentar os seus canais de atendimento aos clientes.

É muito importante, também, que a empresa avalie previamente o tipo de carga que pode ser transportada pela empresa, analisando sua capacidade de atender as exigências de rapidez, pontualidade, segurança da carga, as condições do veículo utilizado no transporte e o custo operacional da entrega.

Organização do processo produtivo

Os processos que envolvem o transporte de pequenas cargas podem mudar em virtude de fatores como a localização geográfica do trajeto, canal de atendimento ao cliente e também em função do volume e peso da carga, dentre outros fatores.

O processo de transporte de pequenas cargas é definido a partir da solicitação de entrega do cliente e pode envolver as seguintes operações:

• O deslocamento de produtos do produtor até um centro de distribuição: nesse processo podem ser usados caminhões pequenos de até 4000 quilos;

• O transporte de mercadorias de um centro de distribuição até um atacado: podem ser usados furgões e utilitários com capacidade de carga de até 1000 quilos, pequenos caminhões e caminhonetes cuja capacidade de carga pode variar entre 1000 e 4000 quilos;

• O transporte de mercadorias do atacado até o varejista: podem ser usados caminhões e caminhonetes cuja capacidade de carga pode variar entre 1000 e 4000 quilos;

• O transporte de mercadorias do varejo até o cliente final: podem ser usados utilitários e furgões de até 1000 quilos, carros e motos;

• O transporte de produtos direto do produtor até o consumidor final: podem ser usados utilitários e furgões de até 1000 quilos, carros e motos;

• Mudanças de mercadorias, móveis e artigos diversos de um local para outro: o tipo de veículo irá variar conforme o volume e a quantidade de materiais a serem transportados.

O transporte de pequenas cargas pode envolver ainda atividades de:

• Coleta e separação de materiais a serem transportados;

• Condução da carga até o veículo;

• Embarque e acomodação das cargas no veículo;

• Definição do trajeto mais adequado em termos de rapidez, segurança e custos de operação;

• Descarregamento do veículo.

Todo o processo de entrega deve ser cuidadosamente planejado e organizado à partir dos aspectos acima descritos para que as necessidades dos clientes sejam atendidas, obedecendo os preceitos de qualidade no serviço de transporte de pequenas cargas.

Automação

O nível de automação exigido para as empresas que realizam transporte de pequenas cargas não é expressivo, pois se trata de uma prestação de serviço de transporte, realizado basicamente pelo veículo, que é dirigido e carregado por pessoas.

No que se refere ao processo de determinação e controle dos trajetos, existem dispositivos que auxiliam na navegação e no gerenciamento da frota, como o GPS, por exemplo, e alguns equipamentos mecânicos que podem auxiliar na elevação de mercadorias e carregamento dos veículos.

Uma vez que as transportadoras, muitas vezes em uma mesma viagem, irão entregar produtos diferentes para vários clientes, existem no mercado softwares para auxiliar na definição da rota mais adequada de entrega, de forma a reduzir os custos de logística.

Canais de distribuição

Os serviços prestados pela transportadora podem ser divididos em:

• Entregas locais;

• Entregas intermunicipais;

• Entregas interestaduais.

Nas operações de entrega intermunicipais e interestaduais é preciso fazer um planejamento cuidadoso do trajeto para que, no decorrer do percurso, possam ser feitas diversas paradas para embarque e desembarque de mercadorias, reduzindo assim os custos de operação.

Em trajetos muito longos é preciso observar ainda se no trajeto de volta podem ser feitos embarques e desembarques intermediários para que o percurso não seja realizado com o veículo vazio, o que pode elevar os custos de operação.

Nunca se deve esquecer, no entanto, que, indiferentemente do tipo e da distância do trajeto, pontualidade na entrega e qualidade na prestação do serviço continuam sendo fatores primordiais para o sucesso do negócio.

Investimentos

Para iniciar um negócio de transporte de pequenas cargas, o empreendedor precisa necessariamente quantificar todos os valores que serão gastos para montar a empresa. O montante de capital inicial necessário para aquisição da frota é relativamente alto, por isso, o cálculo de investimento deve ser feito em função do tipo de mercadoria a ser transportada e o volume de carga.

Por mais detalhado que seja o cálculo dos gastos que farão parte do investimento inicial, sempre existirão gastos imprevistos, como, por exemplo, quebra do veículo ou acidente provocado pela má conservação das estradas. Nesse sentido, é imprescindível ter uma reserva de caixa disponível para essas situações inesperadas.

Dentre os principais itens que irão compor o montante inicial a ser investido na criação de uma transportadora de pequenas cargas, pode-se citar:

• Compra de 2 utilitários para transporte – R$ 100.000,00, que podem ser financiados em até 36 vezes ou 48 vezes;

• Compra de 2 motos - R$ 10.000,00, que também podem ser financiadas em até 36 vezes;

• Dispositivos para armazenar temporariamente os produtos no galpão – R$ 2.000,00;

• 2 Sistema de GPS ------ R$ 2.400,00;

• Computador – R$ 1.500,00;

• Fax/ telefone – R$ 650,00;

• Móveis para escritório – R$ 800,00.

Supondo o pagamento em 36 vezes dos utilitários e motos, sem considerar os juros, tem-se um total aproximado de R$ 12.000,00, além da estimativa de outros R$ 5.000,00 para reforma de estrutura do imóvel a ser ocupado, instalações e ajustes, perfazendo um total de R$ 17.000,00.

Estes itens servem apenas como um guia para que o empreendedor possa ter noção de como organizar os seus gastos com o investimento inicial. Há ainda a opção de se contratar profissionais que já possuem veículos.

Antes de começar o negócio, é importante elaborar uma lista contendo o maior número de itens de investimento possíveis. Quanto mais detalhada for essa lista, menor a probabilidade de ocorrerem problemas futuros por falta de dinheiro em caixa, que podem, inclusive, ser determinantes para o sucesso do empreendimento.

Capital de giro

O capital de giro representa o volume de recursos financeiros que a empresa precisa para comprar insumos, pagar salários e outras despesas, com a finalidade de garantir o fluxo de caixa do negócio.

O capital de giro é uma atividade importante no gerenciamento de uma transportadora e necessita de controle permanente, pois tem a função de manter os recursos necessários para o pagamento de contas do dia a dia da empresa.

A necessidade de capital de giro pode aumentar à medida que crescem as vendas a prazo, o prazo de recebimento ou os prazos de pagamentos dados pelos fornecedores. Nesse sentido, o desafio da gestão do capital de giro é auxiliar a empresa a manter um montante de capital diante da ocorrência de eventos adversos, como:

• Queda nas vendas;

• Aumento da inadimplência;

• Aumento de despesas financeiras e dos custos absorvidos pela empresa, em decorrência das turbulências do mercado;

• Despesas com pagamento de indenizações decorrentes da rotatividade da mão-de-obra.

É imprescindível que, no início das atividades, se mantenha disponível todo o capital que entra na empresa, pois este recurso é fundamental para o crescimento e a expansão do negócio. Assim, a empresa poderá alcançar sua auto-sustentação mais rapidamente, reduzindo as necessidades de aporte de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.

Da mesma forma que se sugere um investimento inicial de R$ 17.000,00, estima-se a necessidade do capital de giro também em torno de R$ 17.000,00. Valor que deve estar disponível na conta para pagamentos, conforme demonstrado a seguir na análise de custos para a estrutura considerada.

Custos

O transporte de pequenas cargas é uma atividade que possui custos significativos de operação. Em razão disso, o empreendedor deve buscar, constantemente, reduzi-los a fim de melhorar a eficácia do desempenho de suas atividades. Dentre as variáveis relativas aos custos do transporte de pequenas cargas, pode-se citar:

• Aluguel da sede - R$ 1.000,00;

• Assessoria contábil – R$ 400,00;

• Seguro do veículo – R$ 400,00;

• IPVA, licenciamento e seguro obrigatório - R$ 300,00;

• Amortização dos utilitários e motos – 3.100,00;

• Depreciação - R$ 1000,00;

• 4 Motoristas – R$2.400,00;

• 2 Carregadores – R$ 900,00;

• Despesas administrativas – R$ 1.500,00;

• Manutenção – R$ 2.000,00;

• Luz, telefone, água e internet – R$ 500,00;

• Combustível e manutenção dos veículos R$ 1.500,00;

• Outras despesas mensais com insumos - R$ 1.500,00.

Os custos fixos são aqueles que, para efeito de cálculo, não dependem do deslocamento do veículo. Já os custos variáveis são calculados em função da quilometragem realizada pelo veículo durante a realização do serviço.

Somente de posse do cálculo detalhado dos custos relacionados às atividades da empresa é que se pode propor uma política que vise o planejamento e a redução dos mesmos.

É importante ressaltar que, se a empresa optar por contratar profissionas com veículos, tais custos tendem a reduzir, no entanto, aumentam-se os custos com salários.

Diversificação / Agregação de valor

Os empresários devem ter em mente que fatores como agilidade, rapidez e pontualidade são condições mínimas para que uma empresa permaneça no mercado. O diferencial a ser oferecido e que irá agregar valor ao negócio é fator determinante na preferência do cliente, chegando ao ponto do consumidor estar disposto a pagar mais pelo serviço, em relação a outras empresas. Estes diferenciais dependem da relação entre os negócios e podem estar fundamentados em ofertas de serviço distintas da maioria dos concorrentes.

Algumas formas de diferenciação dos serviços de transporte de pequenas cargas e fretes podem ser apreciadas a seguir:

• Utilização de veículos sempre limpos e em bom estado de conservação. Lembre-se que os veículos estão sempre em contato direto com os clientes e o estado deles refletirá a imagem da empresa;

• Profissionais uniformizados, identificados e atenciosos. O transporte de mercadorias envolve uma questão de confiança bem acentuada por parte do cliente.

Profissionais apresentáveis contribuem para aumentar este nível de confiança;

• Sistemas de rastreamento e controle de segurança. Empresas de transporte de cargas, muitas vezes, trabalham com cargas preciosas que podem ser desviadas;

• Opção de carregamento e descarregamento. Em muitos casos, tal serviço fica a cargo do cliente, no entanto, pode ser um diferencial importante disponibilizá-lo.

Divulgação

O processo de divulgação escolhido deve englobar um conjunto de ações de marketing que a empresa desenvolve, com a finalidade de tornar o produto produzido conhecido no mercado e identificado por suas características.

Existem muitas formas de se promover a divulgação das atividades da empresa. No caso de transportadoras de pequenas cargas, o objetivo pode ser alcançado por meio de mensagens em veículos de comunicação, como outdoors, propagandas em rádio, TV, internet e anúncios em jornais. A divulgação do negócio pode ser feita ainda por meio de cartazes e adesivos, que impactem visualmente, colados no próprio veículo usado para realizar as entregas.

O “boca a boca” também se caracteriza como um poderoso instrumento de divulgação para os produtos oferecidos. Daí a importância de agregar valor e repassar ao cliente a imagem do serviço prestado.

O investimento em divulgação, entretanto, precisa estar de acordo com as necessidades e objetivos da transportadora. Por isso, é fundamental a escolha acertada do meio de divulgação adequado ao serviço e dentro da capacidade financeira da empresa.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de serviços de frete e transporte de pequenas cargas, poderá optar pelo SIMPLES NACIONAL - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Segregação de receitas

Para efeito de tributação pelo Simples Nacional, o empreendedor desta atividade deverá segregar a receita na forma abaixo:

Receitas provenientes de transporte estritamente municipal, ou seja, o transporte se inicia e termina dentro do próprio Município. Para estas receitas a alíquota será de 6,00% a 17,42% dependendo da receita bruta total auferida pelo negócio no decorrer do ano anterior.

Receitas provenientes de transporte intermunicipal ou interestadual, ou seja, transporte se inicia num Município e termina em outro Município ou Estado. Para estas receitas a alíquota será de 5,25% a 16,37% dependendo da receita bruta total auferida pelo negócio no decorrer do ano anterior (Artigo 18, § 5°-E da Lei complementar 123/06 na redação dada pela lei Complementar 128/08).

Optando pelo Simples Nacional, o empreendedor deste segmento poderá recolher por apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), os seguintes tributos e contribuições:

- IRPJ - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica;

- CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;

- PIS - Programa de Integração Social;

- COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;

- ISS - Imposto sobre Serviços de qualquer natureza (no caso das receitas provenientes dos transportes municipais);

- ICMS - Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (no caso das receitas provenientes dos transportes intermunicipais e interestaduias);

- INSS - Contribuição para a Seguridade Social relativa a parte da empresa.

No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor deverá utilizar como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL – Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 36.000,00, o empreendedor poderá se enquadrar como empreendedor Individual – MEI, ou seja, sem sócio. Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

O empresário não precisa recolher os tributos acima (nem pelo sistema unificado), exceto: ISS e ICMS independente do faturamento, quando devido de acordo com o ramo de negócio, para este caso:

I) Sem empregado

• R$ 51,15 ® a título de contribuição previdenciária do empreendedor

• R$ 5,00 ® a título de ISS Imposto sobre serviço de qualquer natureza.

• R$ 1,00 a título de ICMS – Imposto sobre Circulação de

Mercadorias.

II) Com um empregado

Neste caso se o Microempreendedor possuir apenas um empregado que receba um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional, além dos valores acima, recolherá os seguintes percentuais:

8% de INSS descontado da remuneração do empregado;

3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Conclusão: Para este segmento, tanto como LTDA quanto MEI, a opção pelo Simples Nacional sempre será muito vantajosa sobre o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamento Legal: Leis Complementares 123/2006, 127/2007, 128/2008 e Resoluções do CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional.

Normas Técnicas

Normas técnicas são documentos que estabelecem padrões reguladores com o objetivo de garantir a qualidade de produtos industriais, a racionalização da produção e processos, o transporte e o consumo de bens, a segurança das pessoas e o estabelecimento de limites para a manutenção da qualidade ambiental.

ABNT/CB-16: Normalização no campo de transporte e tráfego, compreendendo transporte de carga e de passageiros, sinalização viária, pesquisa de tráfego e comportamento no trânsito, no que concerne a terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades.

ABNT NBR 7500: Identificação para transporte, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos.

ABNT NBR 7501: Norma para transporte terrestre de produtos perigosos.

ABNT NBR 7503: Ficha de emergência e envelope para transporte de produto perigoso.

ABNT NBR 9735: Conjunto de equipamentos para emergências no transporte rodoviário de produtos perigosos.

ABNT NBR 14619: Transporte de produtos perigosos – incompatibilidade.

ABNT NBR 13221: Transporte de resíduos.

Glossário

LOGRADOURO: É o endereço ou espaço público reconhecido pelo município.

LOGÍSTICA: a área da gestão responsável por prover recursos para a execução de atividades de uma transporte, processamento de pedidos, fluxo de materiais, etc.

FRACIONADAS: Refere-se a uma pequena parte ou parte de um todo.

Dicas do Negócio

• Em primeiro lugar, elabore um plano de negócios detalhado. Existem muitas publicações e cursos no mercado que ensinam como elaborá-lo.

No SEBRAE, o empreendedor que deseja tornar mais clara sua idéia, antes de ingressar no mercado de transporte de pequenas cargas, encontra a sua disposição diversos cursos e orientações de grande utilidade;

• Se possível ainda, antes de iniciar o negócio, procure conhecer as diversas percepções sobre o mercado, visitando os concorrentes e potenciais clientes, identificando os pontos fortes e fracos que o setor de transporte de pequenas cargas apresenta;

• Aconselha-se terceirizar os serviços de mecânica e investir em segurança e na manutenção preventiva dos veículos utilizados nos transportes;

• Sugere-se ainda que, a cada serviço prestado, sejam observadas as condições do veículo utilizado no transporte da carga, certificando-se de que seus dispositivos de segurança estão funcionando corretamente;

• Elabore um planejamento logístico adequado para evitar custos desnecessários com desgaste dos veículos, consumo de combustível, jornada de trabalho muito longa, veículos carregados com peso superior ao máximo permitido, acidentes, etc;

• Não esqueça que as pessoas que buscam os serviços de uma transportadora de pequenas cargas buscam não só velocidade e pontualidade nas entregas, mas acima de tudo segurança e confiabilidade;

• Faça uma análise prévia dos trajetos para evitar atrasos provocados por paradas desnecessárias, acidentes e congestionamentos;

• Invista na motivação, qualificação e treinamento de sua mão-de-obra para que se ofereça maior segurança e qualidade no serviço oferecido.

Características específicas do empreendedor

Na literatura, existem variadas definições para o que vem a ser um empreendedor e, de forma resumida, pode-se perceber em pessoas empreendedoras a dedicação, a persistência, a disciplina, além da autoconfiança, da facilidade em se relacionar e comunicar e ainda acapacidade de planejar e se organizar.

Em qualquer atividade empreendedora, a condição de saber se relacionar com pessoas, tanto os clientes como os colaboradores, é fator que define se terá ou não sucesso no negócio. Associada a esta característica, e não menos importante, está a qualificação técnica para a realização dos serviços.

Apenas como complementação das informações, sugere-se uma auto-avaliação para medir o quanto o empreendedor está preparado para ingressar no mundo dos negócios. Neste sentido, são apresentados alguns questionamentos importantes, como os que seguem e que foram extraídos da coleção OS PRIMEIROS PASSOS PARA O SUCESSO, desenvolvida e disponibilizada pelo SEBRAE/SC:

1. Tenho capital suficiente para abrir a empresa e ainda me manter enquanto estruturo o negócio?

2. Estou preparado emocionalmente para correr os riscos do mundo dos negócios?

3. Como trato os desafios que a vida me oferece? Com paciência e perseverança?

4. Estou preparado e disposto a abrir mão de uma série de hábitos e, se for preciso, trabalhar 10 horas por dia todos os dias?

5. Conheço bem as minhas limitações?

6. Sou disciplinado o suficiente para estabelecer e cumprir regras e os horários das entregas?

7. Estou preparado para passar a maior parte do tempo dirigindo um veículo e me submeter ao stress provocado pelo trânsito durante a jornada de trabalho diário?

8. Tenho afinidade com o setor de transporte e sou capaz de me antecipar aos problemas e corrigi-los de forma rápida, garantido a eficiência, confiabilidade e agilidade do serviço prestado?

9. Estou preparado para entrar em um mercado extremamente dinâmico e que exige melhoria contínua dos serviços prestados?

Cabe ainda mais uma série de questões que teriam como finalidade avaliar o perfil empreendedor. Portanto, o empreendedor deve refletir e revisar seus objetivos várias vezes, conversar com amigos e buscar certezas para tomar a decisão de empreender.

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