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Ameaças à liderança do T.R.C.
Atualmente existe uma série de indícios que ameaçam a hegemonia rodoviária, já que começam a ser criadas condições para maior utilização de outros meios e para a implantação da intermodalidade:
A estabilidade econômica que elimina os custos inflacionários e favorece os meios mais lentos;
A concessão da malha ferroviária da Rede Rodoviária Federal S.A (RFFSA), está estimulando investimentos na recuperação e no aumento da eficiência das ferrovias;
Aumento dos custos rodoviários trazidos pela concessão de rodovias (pedágios elevados), o crescimento dos roubos de cargas e elevação de multas previstas pelo novo Código de Trânsito Brasileiro;
A grande competição gerada pela estagnação econômica e pela livre entrada de novos operadores no mercado, especialmente após o aumento do desemprego;
A redução dos custos industriais está aumentado o peso do transporte para que se transforme num braço logístico do cliente, assumindo todas as etapas da movimentação e passando a prestar serviços adicionais;
A modernização, a concessão dos portos e terminais e o desenvolvimento da navegação fluvial e de cabotagem, especialmente no Sistema Tietê Paraná, na bacia amazônica, no sistema Araguaia Tocantins e no Rio Grande do Sul.
A entrada em funcionamento de novos oleodutos, como o que liga Paulínea a Brasília e deverá prosseguir até Campo Grande;
A perspectivas de conclusão e construção de novos trechos ferroviários, como os 400 quilômetros da Ferronorte, a segunda etapa da Norte Sul e os projetos de ligação Unaí Pirapora e Grande Porto Alegre Rio Grande;
A criação de operadores intermodais como a Interférrea, Armazéns Colúmbia, Transroll, Libra, Transauto, etc e;
Os investimentos de grandes embarcadores como a Cargill, Quintella, Caramuru, Ultrafertil, etc, em terminais e equipamentos ferroviários.
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